Fabio Lima Decode

Artigo de opinião de Fábio Lima publicado no Dinheiro Vivo

Fábio Lima, Business Intelligence consultant na Decode escreveu o artigo "Dados Saudáveis podem melhorar o desempenho da sua empresa e dar lucro?". O texto foi publicado originalmente no Dinheiro Vivo e pode ser lido de em seguida.

Recentemente li um artigo onde um cientista dos Países Baixos deixou claro, por experiência própria, que a utilização de recursos de IA – Inteligência Artificial falharam em muito na análise e no diagnóstico da COVID-19. Muitas grandes empresas anunciaram aos sete ventos que utilizariam o seu poder computacional e os seus algoritmos de IA para acelerarem o processo de tratamento e/ou diagnóstico das pessoas contaminadas, mas falharam por deficiência dos dados.

Isto remete-nos para um assunto já com algum tempo de discussão – os dados de qualidade e saudáveis e na dificuldade que existe em mantê-los.

Quem trabalha com Data Science reconhece a necessidade de existir um cuidado e manutenção de dados. A intervenção humana, tal como seus processos de captação, são fundamentais para uma análise eficiente e para um uso efetivo de algoritmos de IA.

No âmbito do armazenamento de dados, repito a seguinte frase quando dou formação aos meus alunos:

"Namorem os vossos dados”, “observem-nos com carinho”, "toquem-nos" e "percebam-nos"

O que tentamos transmitir é que os dados só ganham valor quando são bem tratados pelos seres humanos. Não devemos limitarmo-nos a ter um BD – Banco de Dados gigantesco onde nunca nos preocupamos em "vê-los", mas sim apenas utilizá-los. Não digo que seja contra o armazenamento de dados, mas acredito que tal deve acontecer de uma forma eficiente: não importa se aconteça de forma tradicional (SGBD/DBMS), na cloud ou por exemplo num Data Lake (armazena dados no seu formato natural/bruto).

Para compreendermos melhor este ponto, podemos fazer uma analogia, por exemplo, com o armazenamento de alimentos em silos. A dimensão e as características técnicas de um silo dependem da finalidade a que se destina, resultando maioritariamente em quatro fatores:

  1. A manutenção da qualidade do produto armazenado (seleção de dados);
  2. A facilidade de preenchimento e desvaziamento do silo (capacidade de armazenamento/manutenção de dados);
  • Evitar a sua deterioração (manter os dados saudáveis e atualizados);
  1. Técnica de ensilagem: os fardos podem ser retangulares, o que otimiza o seu armazenamento (remete a métodos eficientes de armazenamento na base de dados)

Esta analogia direciona-nos para aqueles que são os seus maiores objetivos: qualidade dos alimentos, bons preços, boa aceitação e boas vendas.

Com isto podemos concluir e refletir que a estratégia de dados precisa estar alinhada com a estratégia de negócios. Medir, analisar e medir novamente são hábitos que ajudam efetivamente as empresas a alcançar a sua eficiência e lucros. Para tal, devem trabalhar num ciclo:

Estratégia + Captação + Dados + Anúncios + Compras + Reforço da Marca + Lucros + Inovações + Estratégia + Novas captações

Dados são mesmo a Energia do futuro,mas só ganham Valor se forem tratados com inteligência… Humana?